A pesquisa Quaest divulgada ontem, quinta-feira, dia 24 de setembro, mostra Alexandre Curi (Republicanos) na liderança numérica da disputa pelas duas vagas do Paraná no Senado nas eleições quatro de outubro de 2026. No cenário estimulado, que consolida as duas escolhas feitas por cada eleitor, o presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) aparece com 14% das intenções de voto.
Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) aparecem logo atrás, com 11% cada, enquanto Gleisi Hoffmann (PT) registra 10%. Dr. Rosinha (PT) e Cristina Graeml (PSD) têm 5% cada. Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO) aparecem com 1%. Joaquim do MLB (Unidade Popular) não pontuou.
A diferença entre Alexandre Curi e Deltan Dallagnol e Filipe Barros é de três pontos percentuais, exatamente a margem de erro do levantamento.
Por isso, embora Alexandre Curi seja o primeiro colocado numericamente, os resultados estão dentro de uma faixa de sobreposição estatística. A pesquisa não estabelece, portanto, uma separação estatística segura entre os quatro nomes que aparecem de 10% a 14%.
O levantamento mostra ainda um elevado grau de indefinição. Ao todo, 29% dos entrevistados não sabem em quem votar, enquanto 13% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão.
Em comparação com a pesquisa anterior, de 24 de agosto, Alexandre Curi oscilou de 15% para 14%. Deltan Dallagnol passou de 9% para 11%, enquanto Filipe Barros também avançou de 9% para 11%. Gleisi caiu de 11% para 10%, Dr. Rosinha foi de 6% para 5% e Cristina Graeml recuou de 8% para 5%. Karen Guerreiro permaneceu em 1% e Marcelo Marcelino passou de 0% para 1%.
A pesquisa tem uma particularidade importante: em 2026, cada eleitor paranaense escolherá dois candidatos ao Senado. Por isso, a Quaest apresentou os resultados de forma consolidada, reunindo as menções dadas para a primeira e para a segunda vaga e redimensionando os percentuais para que o total seja 100%.
Na divisão por vaga, Alexandre Curi também aparece entre os primeiros colocados. Para a primeira cadeira, ele registra 18%, mesmo percentual de agosto. Deltan Dallagnol aparece com 16%, contra 14% no levantamento anterior, e Gleisi tem 16%, ante 18%.
Filipe Barros aparece com 10% na primeira vaga, contra 11% em agosto. Dr. Rosinha tem 3%, Cristina Graeml 3%, Karen Guerreiro 1%, Marcelo Marcelino 0% e Joaquim do MLB 0%.
Nesse cenário, 23% dos entrevistados ainda estão indecisos e 10% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão. O percentual de indecisos cresceu de 17% para 23% desde agosto.
Para a segunda vaga, Filipe Barros aparece numericamente na primeira posição, com 12%, ante 8% no levantamento anterior. Alexandre Curi registra 9%, contra 12% em agosto.
Dr. Rosinha e Cristina Graeml aparecem com 7% cada. Deltan Dallagnol tem 6%, contra 3% anteriormente, enquanto Gleisi Hoffmann permanece com 5%.
Karen Guerreiro aparece com 1%, Marcelo Marcelino com 1% e Joaquim do MLB também com 1%. O índice de indecisos é maior nessa segunda escolha: 35% dos entrevistados ainda não definiram o voto. Outros 16% dizem que votarão em branco, anularão ou não comparecerão às urnas.
Os números mostram, portanto, que o eleitor que já tem um nome definido para a primeira vaga ainda apresenta maior indefinição na escolha do segundo senador. Isso ajuda a explicar a proximidade entre os candidatos no resultado consolidado.
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário é diferente. Deltan Dallagnol aparece numericamente na frente, com 6%, seguido por Gleisi Hoffmann e Alexandre Curi estão empatados com 4%.
Filipe Barros aparece com 3%, Dr. Rosinha com 2% e Cristina Graeml com 2%. Karen Guerreiro, Joaquim do MLB e Marcelo Marcelino registram 0%.
O principal dado da pesquisa espontânea, porém, é o número de eleitores que ainda não citam nenhum candidato: 76%. Em agosto, esse percentual era de 90%. Outros 3% afirmaram que votarão em branco, anularão ou não votarão.
Assim, Alexandre Curi aparece como líder no cenário estimulado consolidado, enquanto Deltan Dallagnol ocupa a primeira posição numérica na pesquisa espontânea. A diferença ocorre porque, na espontânea, o eleitor precisa lembrar e citar os candidatos sem receber uma lista de nomes.
A pesquisa também mediu o grau de definição do eleitor. Para 58% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva. Outros 42% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição.
Entre os nomes mais conhecidos, Alexandre Curi apresenta 40% de entrevistados que dizem conhecê-lo e que votariam nele. Outros 36% afirmam não conhecê-lo, enquanto 24% dizem conhecê-lo, mas não votariam nele.
Em agosto, Alexandre Curi tinha 27% no grupo que dizia conhecê-lo e votar nele. O índice de eleitores que não o conheciam era de 51%, e 22% afirmavam conhecê-lo, mas não votar nele.
Deltan Dallagnol aparece com 27% entre os eleitores que dizem conhecê-lo e votar nele. Outros 54% afirmam não conhecê-lo e 19% dizem conhecê-lo, mas não votar nele.
Filipe Barros também tem 27% no grupo que afirma conhecê-lo e votar nele. Outros 51% não o conhecem e 22% dizem conhecê-lo, mas não votar nele.
Gleisi Hoffmann apresenta 26% de eleitores que dizem conhecê-la e votar nela. Outros 18% não a conhecem e 56% afirmam conhecê-la, mas não votar nela. Esse último percentual é o maior índice de rejeição entre os candidatos medidos pela pesquisa.
Dr. Rosinha tem 14% entre os que dizem conhecê-lo e votar nele, 47% que não o conhecem e 39% que o conhecem, mas não votariam nele.
Cristina Graeml aparece com 18% entre os que dizem conhecê-la e votar nela. Outros 63% não a conhecem e 19% afirmam conhecê-la, mas não votar nela.
Karen Guerreiro tem 3% entre os eleitores que dizem conhecê-la e votar nela, 90% que não a conhecem e 7% que a conhecem, mas não votariam nela.
Marcelo Marcelino tem 2% entre os que dizem conhecê-lo e votar nele, 90% que não o conhecem e 8% que afirmam conhecê-lo, mas não votar nele.
Joaquim do MLB aparece com 1% entre os que dizem conhecê-lo e votar nele. Outros 92% não o conhecem e 7% afirmam conhecê-lo, mas não votar nele.
A situação jurídica dos candidatos também faz parte do cenário atual da eleição. Marcelo Marcelino teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), mas a decisão ainda está sujeita a recurso.
Deltan Dallagnol, por sua vez, teve os atos de campanha suspensos por decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A candidatura permanece em disputa judicial, e a situação poderá ser alterada conforme o andamento dos processos.
A suspensão determinada pelo TSE impede Dallagnol, enquanto a medida estiver em vigor, de realizar atos de campanha, participar de debates e utilizar propaganda eleitoral gratuita, entre outras restrições. A defesa do candidato anunciou que pretende recorrer.
A pesquisa Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais no Paraná entre os dias 20 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-02802/2026.
Com duas vagas em disputa e 29% de indecisos no cenário estimulado consolidado, a pesquisa retrata uma disputa ainda aberta. Alexandre Curi aparece na primeira posição numérica, Deltan Dallagnol e Filipe Barros vêm logo atrás, e Gleisi permanece próxima dos três. A definição das duas cadeiras dependerá dos dois votos de cada eleitor e do resultado das urnas.
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Fonte:Blog do Tupan








