O Conselho da Cidade de Curitiba (Concitiba) conheceu a minuta da revisão do Plano Diretor, que será encaminhada à Câmara Municipal na próxima semana. O documento reúne mais de 300 artigos e estabelece as diretrizes para o desenvolvimento urbano sustentável da capital pelos próximos anos, com planejamento estratégico voltado ao horizonte de 2050.
Elaborada pela equipe técnica do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba), a proposta está estruturada em sete eixos: Desenvolvimento Urbano Sustentável, Integração Metropolitana, Sistema de Planejamento e Gestão Democrática, Política Urbano-Ambiental Integrada, Articulação de Políticas Públicas no Território, Instrumentos e Disposições Finais.
Entre as principais novidades está a adoção de uma visão de longo prazo para a cidade, baseada em 15 objetivos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). O texto também define seis estratégias centrais para orientar o crescimento urbano, contemplando temas como resiliência climática, preservação ambiental, liberdade econômica, diversidade sociocultural e intergeracional, além da evolução do conceito de Desenvolvimento Orientado pelo Transporte (TOD) para o Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade (SOD).
O processo de revisão contou com ampla participação popular. Desde a fase de diagnóstico, foram promovidas mais de 90 atividades presenciais, além de consultas por plataformas digitais e canais online. Ao todo, foram registradas 2.811 contribuições da sociedade, das quais 85% apresentaram aderência ao conteúdo incorporado na minuta.
Outro destaque da proposta é o fortalecimento da integração entre Curitiba e os municípios da Região Metropolitana. O texto incorpora os princípios do Estatuto da Metrópole e prevê governança interfederativa para temas de interesse comum, como transporte coletivo, mobilidade urbana, saneamento, habitação e gestão de resíduos sólidos.
Segundo o diretor de Planejamento do Ippuc e coordenador da revisão do Plano Diretor, Thomaz Ramalho, a proposta representa uma mudança de paradigma ao substituir uma abordagem predominantemente normativa por um modelo estratégico, conectando o planejamento urbano ao financiamento de programas e projetos estruturantes.
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Fonte:Blog do Tupan







