Quatro casos de nuvem funil foram registrados em nove dias pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em diversas regiões do Estado. O primeiro caso ocorreu em 9 de janeiro, por volta das 13h, em Ponta Grossa; o segundo, em 11 de janeiro, no período da tarde, em Paulo Frontin, próximo à divisa com Santa Catarina; o terceiro, em 15 de janeiro, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, perto de Maringá; e o mais recente, em 17 de janeiro, na tarde de sábado, em Arapongas.
A nuvem recebe esse nome devido à aparência de funil que adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus, formada por uma coluna de ar giratória que representa o estágio inicial de um tornado, se atingir o solo provocando ventos fortes.
As nuvens funil tendem a ocorrer quando a atmosfera está muito instável, sendo mais comuns em células de tempestade, especialmente na primavera e no verão, quando as tempestades são típicas. Elas podem surgir em regiões pouco habitadas e, em muitos casos, não são filmadas nem catalogadas.
Os ingredientes básicos para a formação de tempestades severas são umidade, calor e, às vezes, sistemas meteorológicos forçantes como frente fria, ciclone extratropical ou grande área de convergência, que não atuam diretamente sobre o estado, mas intensificam as tempestades.





