O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende reunir líderes da América Latina em um encontro marcado para 7 de março, em Doral, na Flórida. A lista preliminar prevê a participação de cerca de 13 chefes de Estado alinhados politicamente ao republicano, sem incluir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são da Folha de S. Paulo.
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Segundo apuração, o evento deve reunir nomes próximos à agenda política de Trump, como o presidente argentino Javier Milei e o salvadorenho Nayib Bukele. A escolha reforça o caráter seletivo do encontro, voltado a governos ideologicamente convergentes com a Casa Branca.
O encontro ocorrerá no Trump National Doral, resort do próprio presidente americano localizado próximo ao aeroporto de Miami. A cidade, conhecida pela forte presença de venezuelanos e por histórico de apoio eleitoral a Trump, foi escolhida como palco simbólico da articulação regional.
A ausência de Lula no evento ocorre em meio a tentativas paralelas de aproximação bilateral. Apesar de não integrar a reunião multilateral, o governo brasileiro ainda trabalha para viabilizar um encontro direto entre Lula e Trump ao longo de março, em data a ser confirmada.
Nos últimos meses, Lula tem sinalizado interesse em ampliar a cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. Em proposta enviada ao Departamento de Estado, o governo brasileiro sugeriu fortalecimento de ações conjuntas contra lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos e intercâmbio de informações financeiras.
O tema foi retomado em conversas recentes entre os dois governos e voltou a ser mencionado por Lula durante viagem à Índia. A estratégia brasileira inclui a participação de ministros da área econômica e de segurança, além de representantes da Receita Federal e da Polícia Federal.
Além da agenda de segurança, o ambiente bilateral também é influenciado por questões comerciais. Após decisões judiciais nos EUA envolvendo tarifas, Trump anunciou uma taxa global de 15%, medida que, segundo integrantes do governo brasileiro, pode abrir espaço competitivo para o país em determinados setores.
Ainda assim, permanecem pontos de tensão. Os Estados Unidos mantêm investigação comercial com base na Seção 301, instrumento que permite a imposição de tarifas por supostas práticas consideradas irregulares. O Brasil está sob análise desde o ano passado, com atenção especial ao sistema de pagamentos Pix.
Fonte:Hora Brasília Notícias





