A deputada estadual Maria Victoria (PP) destacou a escolha da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para sediar o Centro de Competência em Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono. A instituição foi selecionada pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e receberá R$ 60 milhões para pesquisas, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais voltados ao setor.
Segundo a parlamentar, a definição da UFPR reforça o protagonismo do Paraná no desenvolvimento de tecnologias ligadas à transição energética e à economia do hidrogênio.
Maria Victoria ressaltou que o trabalho conduzido pelo professor Helton José Alves e pela equipe da universidade fortalece a cadeia produtiva do hidrogênio renovável e amplia a capacidade do Estado em atrair investimentos e inovação para o segmento.
Autora da Lei Estadual nº 24.454/2023, que instituiu incentivos ao hidrogênio renovável no Paraná, e presidente da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis da Assembleia Legislativa, a deputada lembrou que, em novembro do ano passado, o colegiado encaminhou à Embrapii um ofício manifestando apoio ao projeto apresentado pela universidade.
O anúncio da seleção ocorreu na última semana, em Brasília, com a participação do reitor da UFPR, Marcos Sfair Sunye, e do presidente da Embrapii, Alvaro Prata.
A proposta prevê a criação de um centro nacional voltado à integração entre universidades, centros de pesquisa e setor produtivo para desenvolver soluções em hidrogênio de baixa emissão de carbono. O projeto também contempla a formação de pesquisadores, o fortalecimento da relação entre academia e indústria e o incentivo ao desenvolvimento de startups e novas tecnologias.
De acordo com o coordenador do Centro de Competência e do Laboratório de Materiais e Energias Renováveis (Labmater), professor Helton José Alves, a UFPR atuará como núcleo articulador de uma rede nacional de instituições dedicadas ao desenvolvimento do setor.
A proposta foi estruturada com base em mais de 15 anos de pesquisas desenvolvidas pela universidade e adota uma estratégia multirrotas para a produção de hidrogênio de baixa emissão, considerando diferentes tecnologias e matérias-primas disponíveis nas diversas regiões do país.
Segundo o pesquisador, essa abordagem busca ampliar as possibilidades de desenvolvimento tecnológico e adaptar as soluções às características de cada região brasileira, fortalecendo a inovação e a competitividade do setor energético nacional.
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Fonte:Blog do Tupan







