O secretário Paulo Afonso Schmidt, afirmou que nenhum estudante do sexto ao ao oitavo ano ficará sem vaga ou precisará percorrer longas distâncias para frequentar a escola com a reorganização que prevê a transferência gradual dos anos finais do ensino fundamental para a rede estadual. A mudança começa em 2027 e envolve 11 escolas municipais da capital.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Paulo Schmidt procurou tranquilizar as famílias e garantiu que os estudantes que concluírem o 5º ano em 2026 terão vagas asseguradas em escolas estaduais próximas de suas residências.
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“Nenhuma criança vai ficar sem vaga”, afirmou o secretário. Segundo ele, a reorganização está sendo planejada em conjunto com as escolas e as famílias, com o objetivo de garantir a continuidade dos estudos sem prejuízo aos alunos.
A transferência será realizada ao longo de quatro anos, começando pelas turmas que ingressarão no 6º ano em 2027. Os estudantes que já estiverem matriculados do 6º ao 8º ano nas escolas municipais em 2026 poderão permanecer nas mesmas unidades até concluir o 9º ano.
Atualmente, 11 escolas municipais oferecem turmas dos anos finais do ensino fundamental, com 969 vagas de 6º ano distribuídas em 29 turmas. Esse número corresponde a aproximadamente 6,2% da demanda total de vagas para essa etapa.
A dimensão da mudança aparece nos números da rede municipal: cerca de 15,6 mil estudantes devem concluir o 5º ano em 2026. Com a reorganização, esses alunos passarão a buscar vagas na rede estadual, que ficará responsável pelo atendimento dos anos finais do ensino fundamental.
De acordo com Paulo Schmidt, a reorganização permitirá que Curitiba concentre esforços na ampliação da educação infantil e da oferta de ensino em tempo integral. O secretário também citou o desempenho da rede municipal no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que, segundo ele, coloca a capital entre as referências nacionais.
“Tudo está sendo discutido com planejamento, ouvindo as escolas e as famílias. E precisamos ter cuidado para não politizar um assunto tão sério que é a educação das nossas crianças. Podem ficar tranquilos, nosso compromisso é cuidar de cada aluno e fazer a educação de Curitiba avançar ainda mais”, declarou.
A Prefeitura afirma que a mudança segue a divisão de responsabilidades prevista na Constituição Federal e na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Pela organização predominante no país, os municípios concentram a oferta da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Aos estados cabe, principalmente, atender aos anos finais, do 6º ao 9º ano, e ao ensino médio.
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Fonte:Blog do Tupan








