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Alexandre Curi leva demandas da Grande Curitiba para plano de atuação no Senado

Candidato do Republicanos apresenta propostas para infraestrutura, saúde, mobilidade, habitação e logística e cita obras como a nova pista do Afonso Pena e ...[ Leia completo ]


Candidato do Republicanos apresenta propostas para infraestrutura, saúde, mobilidade, habitação e logística e cita obras como a nova pista do Afonso Pena e o Contorno Ferroviário de Curitiba

A atuação de Alexandre Curi (Republicanos) na Grande Curitiba reúne investimentos em saúde, educação, infraestrutura e assistência social e, durante a campanha ao Senado, passou a incorporar uma agenda voltada principalmente a demandas que dependem de decisões do Governo Federal.

Entre os exemplos citados pelo candidato estão recursos para escolas e unidades de saúde, ambulâncias de suporte avançado, pavimentação e urbanização em municípios da Região Metropolitana. Para uma eventual atuação no Senado, Curi afirma que pretende ampliar essa atuação para projetos de alcance regional, como a nova pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena, o Contorno Ferroviário de Curitiba, a Nova Ferroeste, as concessões rodoviárias e o financiamento da mobilidade urbana.

O plano apresentado por Curi parte de uma divisão entre demandas municipais e problemas que ultrapassam os limites de cada cidade. Na avaliação do candidato, uma escola ou uma ambulância atende diretamente um município, enquanto hospitais regionais, rodovias, ferrovias, transporte coletivo e aeroportos têm impacto sobre moradores de diferentes cidades.

Na Grande Curitiba, essa integração aparece em situações cotidianas. Moradores de Colombo, Fazenda Rio Grande, Pinhais, Piraquara, Araucária, Campo Largo e São José dos Pinhais mantêm relações diárias com Curitiba por causa do trabalho, estudo, transporte e acesso a serviços.

É nesse cenário que Curi pretende levar para o Senado uma agenda voltada à infraestrutura metropolitana e à articulação com órgãos federais.

Em Araucária, um dos principais investimentos relacionados à carteira acompanhada pelo mandato está na educação. São R$ 5,78 milhões para a ampliação do Colégio Estadual Fazenda Velha, valor registrado integralmente como liberado. A cidade também aparece com recursos destinados ao saneamento rural da comunidade de Mato Dentro, com previsão de atendimento a aproximadamente 100 famílias.

A posição de Araucária também influencia a agenda defendida por Curi. O município abriga a Refinaria Presidente Getúlio Vargas e um importante polo industrial, além de estar conectado aos corredores rodoviários e ferroviários da Região Metropolitana.

Por isso, para uma eventual atuação federal, o candidato relaciona a cidade a temas como logística, energia, indústria e formação profissional.

Em São José dos Pinhais, a carteira registra R$ 1,1 milhão para duas ambulâncias UTI móveis, com os recursos liberados em dezembro de 2025. Também aparecem investimentos em escolas, saneamento rural e assistência social.

É no município, porém, que está uma das principais propostas de infraestrutura apresentadas por Curi para o Senado: acompanhar a implantação da nova pista do Aeroporto Internacional Afonso Pena.

O plano do candidato prevê acompanhar a execução do projeto até a entrada em operação e cobrar o cumprimento do cronograma. Em agosto, o Instituto Água e Terra emitiu a licença de instalação da nova pista, segundo informações divulgadas na campanha.

A proposta é tratada como uma questão que ultrapassa São José dos Pinhais. O aeroporto atende passageiros e cargas de diferentes regiões e tem relação com turismo, indústria e logística.

Em Colombo, Curi cita R$ 1,1 milhão para duas ambulâncias UTI móveis, liberados em dezembro de 2025. A cidade também concentra um projeto hospitalar de maior porte. O Hospital Geral de Colombo, construído em parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura, prevê 126 leitos, sendo dez de UTI, além de quatro salas cirúrgicas. A obra foi contratada por aproximadamente R$ 62,5 milhões e o investimento total é estimado em mais de R$ 100 milhões com equipamentos e estruturas.

Na área federal, Curi afirma que pretende defender maior participação da União no financiamento do Sistema Único de Saúde e fortalecer hospitais que atendem regiões do interior e áreas metropolitanas.

A proposta apresentada em seu plano de mandato inclui ampliar recursos para o SUS e priorizar unidades de alta complexidade, Santas Casas e hospitais que atendem diferentes regiões do Paraná.

Em Fazenda Rio Grande, estão registrados R$ 4,5 milhões para um Pronto Atendimento Municipal. O valor aparece como pendente e, por isso, é tratado na carteira como investimento acompanhado pelo mandato, e não como obra já entregue. Uma ambulância UTI móvel de R$ 550 mil, por outro lado, aparece como integralmente liberada.

A mobilidade é uma das principais questões para o município, que cresceu junto à BR-116. Em 2025, Estado e município anunciaram cerca de R$ 144 milhões em investimentos, incluindo viadutos sobre a rodovia e obras de pavimentação. Curi participou das agendas relacionadas aos investimentos quando presidia a Assembleia Legislativa.

Para o Senado, a proposta é ampliar a participação federal no financiamento da mobilidade urbana e metropolitana. O plano cita corredores exclusivos, terminais, integração dos sistemas, renovação de frotas e utilização de ônibus menos poluentes.

Em Pinhais, a atuação registrada está concentrada principalmente na infraestrutura urbana. O maior investimento citado é de aproximadamente R$ 1,59 milhão para urbanização de calçadas nas ruas Antônio Zielonka, Aluísio Azevedo e Romeu Pires. Também aparecem recursos para o programa Meu Campinho, infraestrutura de lazer e uma ambulância UTI móvel de R$ 550 mil.

Para Curi, a integração entre Pinhais e Curitiba reforça a necessidade de tratar o transporte coletivo como uma questão regional. A proposta de mandato prevê maior participação da União no financiamento da mobilidade, especialmente em projetos que envolvam mais de um município.

Em Piraquara, a carteira registra R$ 500 mil liberados para pavimentação, R$ 400 mil ainda pendentes para pavimentação asfáltica e R$ 575 mil relacionados à sinalização viária. Também consta uma ambulância UTI móvel de R$ 550 mil, liberada em dezembro de 2025.

O município apresenta ainda uma questão ambiental com impacto regional. Parte dos mananciais que abastecem Curitiba e cidades vizinhas está em Piraquara. Por isso, Curi afirma que pretende buscar recursos federais para saneamento, recuperação ambiental e proteção dos mananciais.

A política habitacional também aparece nessa agenda. O candidato defende que novos empreendimentos habitacionais sejam acompanhados por saneamento, transporte, escolas, unidades de saúde e infraestrutura urbana, especialmente em municípios que apresentam crescimento populacional acelerado.

Em Campo Largo, os principais exemplos estão na educação. A carteira registra aproximadamente R$ 679,7 mil para reparos no Colégio Estadual Macedo Soares, além de R$ 100 mil para cada uma de três unidades pelo Programa Escola Mais Bonita. O município também recebeu R$ 550 mil para uma ambulância UTI móvel.

A localização de Campo Largo, às margens da BR-277 e próxima ao eixo industrial de Araucária, coloca a logística entre os assuntos que Curi pretende discutir em Brasília.

A infraestrutura ferroviária ocupa espaço central no plano apresentado pelo candidato. Uma das propostas é apoiar a retirada das linhas férreas do perímetro urbano de Curitiba e buscar alternativas para o transporte ferroviário na Região Metropolitana.

Curi também apresenta a Nova Ferroeste como uma prioridade. A proposta é acompanhar as etapas do projeto e buscar articulação entre União, Estado, municípios e setor produtivo.

A agenda ferroviária inclui ainda a Malha Sul e a defesa de uma solução para o tráfego de cargas dentro da área urbana de Curitiba. Segundo o candidato, o objetivo é separar o transporte ferroviário de cargas das áreas mais densamente ocupadas e melhorar a logística de acesso ao Porto de Paranaguá.

Outra frente é a fiscalização das concessões rodoviárias. Curi afirma que pretende acompanhar contratos, cronogramas, tarifas e execução das obras junto à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

No plano de mandato, ele defende que os investimentos previstos nos contratos sejam acompanhados durante todo o período das concessões e que o Senado tenha participação na fiscalização das obrigações assumidas pelas concessionárias.

A pauta envolve diretamente a Grande Curitiba, onde BR-116, BR-277, Contorno Sul e outros corredores são utilizados diariamente por moradores e empresas.

A agenda de infraestrutura também se estende aos portos de Paranaguá e Antonina. Curi propõe a modernização das estruturas e dos acessos rodoviários e ferroviários, relacionando os investimentos à capacidade de escoamento da produção paranaense.

Na área econômica, o candidato defende uma regulamentação da reforma tributária que considere cooperativas, produtores e indústrias e propõe mecanismos de compensação para municípios produtores, industriais e exportadores durante a transição para o novo sistema tributário.

A formação profissional também aparece entre as propostas. Curi afirma que pretende aproximar ensino técnico, universidades, institutos federais e empresas para acompanhar mudanças na indústria, como automação, inteligência artificial, eletrificação e novas tecnologias.

A proposta está relacionada principalmente aos polos industriais da Grande Curitiba. Araucária, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande e Campo Largo concentram atividades industriais e estão conectadas aos principais corredores de transporte da região.

No Senado, portanto, Curi apresenta uma agenda que parte de demandas municipais já acompanhadas em sua trajetória política e pretende avançar para projetos cuja execução depende de recursos, licenciamento, concessões ou decisões do Governo Federal.

Entre as principais propostas estão a nova pista do Afonso Pena, uma solução ferroviária para Curitiba e Região Metropolitana, a Nova Ferroeste, a modernização dos portos, a fiscalização das concessões rodoviárias, maior participação federal no financiamento da saúde e da mobilidade, investimentos em habitação com infraestrutura e proteção dos mananciais.

“Minha atuação sempre começa pelo município, porque é onde as pessoas vivem e onde o problema aparece. Mas na Grande Curitiba muitas soluções precisam ser pensadas regionalmente. É preciso cuidar da escola e da ambulância, mas também do hospital, da rodovia, do transporte e da infraestrutura que atende várias cidades ao mesmo tempo. Quero levar essa experiência para Brasília”, afirma Curi.

A proposta apresentada pelo candidato é resumida no conceito “Menos Brasília, Mais Paraná”, com ênfase no municipalismo e na defesa de maior participação do Estado nas decisões e nos recursos federais.

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Fonte:Blog do Tupan

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